As Glórias desconhecidas do Imã: O silêncio, a ausência e o islamicate na Índia da Colecção Kwok On

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Por JASON KEITH FERNANDES

 

(Texto da conferência apresentada a 19 de Abril, 2017 no Museu do Oriente, Lisboa no âmbito do  ciclo A Índia Visual. PDF em português e PDF em inglês.)

 

Antes de mais gostaria de agradecer a oportunidade que me foi dada para estar, hoje, aqui.

 

Em primeiro lugar gostaria de agradecer, à minha colega do CRIA Inês Lourenço por me ter convidado a fazer esta apresentação. Tenho seguido a série Índia Visual durante algum tempo e sempre alimentei o desejo secreto de poder participarnesta plataforma. Por esta oportunidade Inês, muito obrigado.

 

Gostaria também de demonstrar a minha gratidão para com a equipa do Museu Oriente: Liliana Cruz, Sofia Lopes e Cátia Souto por todo o apoio prestado durante esta apresentação. Aproveito a ocasião para agradecer também a presença da orientadora da minha tese de doutoramento, a Professora Doutora Rosa Maria Perez. Por último, mas de modo algum por ordem de importância, quero de agradecer a presença de todos os que aqui estão presentes hoje.

 

Antes de entrarno assunto que hoje nostraz aqui, gostaria de fazer uma confissão: Quando recebi este convitefoi-me dito que teria a possibilidadede visitar a reserva do Colecção Kwok on e seleccionar uma peça, ou peças, sobre a qual gostaria falar.

 

Qualquer apreciador de arte sabe que visitar as reservas de um Museu é uma experiência única. Fiquei particularmente entusiasmado porque desta maneira poderia ter a oportunidade de confirmar se a minha intuição, sobre a natureza desta colecção, seria uma realidade ou simplesmente uma suposição . O meu pressentimento dizia-me queo núcleo dedicado à índia da colecção Kwok On seria um conjunto de objectos Hindus. Quer dizer, a Índia teria sido implicitamente entendida como ‘Hindu’ por quem constituiu acolecção. Infelizmente a minha intuição não me enganou. Na reserva da Colecção, encontrei um acervo extraordinário mas na sua maioria associado ao culto hindu. Ausente deste espólio, pelo menos na primeira vista, estão objectos ligados ao Islão e à Cristandade. Esta é a ausência a que se refere o título da minha apresentação – e sobre a qual gostaria de reflectir por alguns instantes.

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